Mecanismos moleculares de desintoxificação de metais pesados
A tecnologia da mineração em grande escala e o consumo de metais
pela indústria levam ao aumento significativo da eliminação de resíduos
altamente contaminados que são lançados na maioria das vezes in
natura, afetando não só as águas superficiais e subterrâneas, como
também o solo e plantas. O uso de fertilizantes e o descarte de
pilhas e baterias de celulares em aterros sanitários também representam
uma fonte importante de contaminação por estes metais. Desta forma,
os metais pesados, que se tornam biodisponíveis ao serem acumulados
nos organismos, têm sido alvo de muita atenção devido a sua alta
persistência no meio ambiente e alta toxicidade para uma grande
variedade de espécies, incluindo o homem. O conhecimento do estresse
causado por metais pesados é de grande importância, pois contribui
para o entendimento dos mecanismos de proteção celular, inclusive
contra câncer e mutações. Nosso objetivo é estudar os mecanismos
de toxicidade e tolerância dos metais, em especial do cádmio, bem
como caracterizar as vias moleculares de adaptação celular no modelo
experimental levedura, visando a identificação e caracterização
dos genes envolvidos na resposta ao metal. A subsequente identificação
de ortólogos será uma etapa fundamental no auxílio da caracterização
desses mecanismos em humanos. Temos investido ainda na construção
de linhagens de leveduras que sejam capazes de acumular maiores
quantidades de metais no citoplasma (biorremediacão) ou até mesmo
que possam ser úteis na detecção desses metais no ambiente (biosensores).
Temos investigado:
1. Vias de transdução dos sinais dos Yaps
2. Os níveis de estresse oxidativo relacionados aos metais
3. As vias de captação dos metais (caracterização bioquímica e molecular)
4. A mutagenicidade e carcinogênese dos metais através da expressão
heteróloga de p53 humana em levedura (FASAY adaptado)
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