Embora o envelhecimento seja um processo multifatorial,
existem hoje várias evidências que mostram as espécies
reativas de oxigênio, e consequentemente o estresse oxidativo,
como os fatores principais que influenciam a longevidade celular.
O interesse pelos fatores que determinam a longevidade cresceu
nos últimos anos uma vez que a expectativa de vida da população
mundial tem aumentado e hoje, em muitos países, inclusive
no Brasil, as duas principais causas de morte são enfermidades
ligadas à idade: doenças cardiovasculares e câncer.
O uso da levedura Saccharomyces cerevisiae como modelo
de célula experimental nos estudos bioquímicos tem
auxiliado no conhecimento e cura de uma série de doenças,
devido à sua grande semelhança com células
animais e por ter seu genoma completamente sequenciado. A partir
da análise dos dados obtidos do sequenciamento de genomas,
verificou-se que cerca de 30% dos genes associados a doenças
humanas têm grande homologia com genes de Saccharomyces.
Portanto a nossa proposta é usar o modelo Saccharomyces
cerevisiae para investigar o papel de fatores de defesa antioxidante
na longevidade celular.
Esta linha de pesquisa tem como objetivos:
· Investigar o papel dos sistemas de defesa antioxidante
enzimáticos Ctt1, Cta1, Sod1 e Sod2, bem como do glutatião,
na longevidade através do uso de mutantes deficientes nestes
sistemas antioxidantes
· Avaliar o nível de oxidação de
proteínas e lipídios e sua relação
com a longevidade, bem como analisar o papel dos sistemas de defesa
antioxidante nesta relação;
· Monitorar o nível de oxidação intracelular
e sua relação com a longevidade;
· Analisar a expressão dos genes de defesa antioxidante
CTT1, CTA1, SOD1, SOD2 e GSH1, bem como a atividade das
respectivas enzimas, e sua relação com a longevidade
e o processo de apoptose.