A resposta à
desidratação tem despertado muito interesse devido
às suas vantagens econômicas e ecológicas.
Apesar das inúmeras vantagens de se trabalhar com a biomassa
desidratada, o processo de desidratação causa uma
série de alterações estruturais e metabólicas
prejudiciais à manutenção da viabilidade.
Na década passada, a descoberta de que o dissacarídeo
trealose era capaz de estabilizar o material biológico
desidratado, representou um importante avanço na elucidação
dos mecanismos de tolerância à desidratação.
No entanto, outros fatores devem estar envolvidos na capacidade
de resistência celular, como por exemplo, o sistema celular
de defesa antioxidante, uma vez que as biomoléculas desidratadas
tornam-se mais sujeitas ao ataque do oxigênio. Na linha
de pesquisa Estudo da resposta à desidratação
investigamos o papel de determinados sistemas de proteção
antioxidante na tolerância de células de Saccharomyces
cerevisiae (nosso modelo de célula eucarionte) à
desidratação. Além disso, visamos o direcionamento
dos conhecimentos obtidos à área aplicada e à
busca de novas tecnologias. Nesse sentido, tem-se estudado o efeito
da trealose, na proteção da epiderme sob condições
de baixa hidratação.
Os objetivos desta linha são:
Estudar o nível de oxidação
produzido pela desidratação;
Analisar o efeito da desidratação no
nível de oxidação das biomoléculas
(lipídios e proteínas);
Estudar o efeito das isoformas da enzima superóxido
dismutase na tolerância à desidratação;
Investigar o metabolismo de glutatião durante
a desidratação e o seu papel na tolerância
das células desidratadas;
Estudar o efeito da trealose na proteção
contra a oxidação das biomoléculas desidratadas;
Aplicar a trealose para proteção da
epiderme humana contra condições desidratantes.